sábado, 12 de junho de 2010

O Terror Da Terapia

Por que eu nunca me simpatizei com Freud, analises comportamentais ou divãs bonitos. Passo longe, credo.


Depois de minha primeira (Única e última) experiência com terapeutas, tirando minha namorada, criei um ódio gratuito por todos os profissionais dessa área. Eu sei que estou errada e que preciso de terapia, entretanto, me bate um terror gigantesco só de cogitar a hipótese de sentar naquela cadeira e ficar cara a cara com meus problemas, quer dizer, com o terapeuta.

Para ser sincera, mais comigo mesma do que com meus leitores imaginários, o meu maior problema não está diretamente naquela criatura que tenta transparecer uma imagem de bonzinho e não humano, e sim o terror de ter que enfrentar meus próprios problemas.

Eu sempre tive uma grande dificuldade de aceitação, isso se refere a qualquer tipo, qualquer coisa que esteja fora do meu habitual e do que eu estou acostumada a fazer todos os dias. Que eu necessite mudar.

É como se eu tivesse um tênis que me machuca e eu gostasse muito dele. Mas ele me machuca demais e toda vez que eu ando com o maldito sinto uma dor enorme, eu poderia ir à loja e comprar outro, só que eu já estou tão acostumada com ele... E com a dor... A loja é tão longe...

Bom, é assim que eu encaro meus problemas.

Eu me engano sempre e não sei até que ponto isso é bom, ou tão ruim. Se eu paro para pensar nos meus problemas, fico terrivelmente deprimida. Agora se fico pensando no quanto é bom estudar, ler e todas essas coisas, eu fico eufórica, daí sabe o que eu faço? Fujo deles, os deixo de canto por um tempo.

O foda de tudo isso é que de uns dias pra cá eles estão me perturbando demais, uma hora ou outra eu irei precisar encará-los. Encarar terapeuta, encarar dificuldades e todas essas coisas, tirar a aranha da caixa.

Meu bem. É tão difícil.


Atenciosamente.

Carolina Moreira.

Dia Dos Namorados

Eu sei um fato incontestável: O maior propósito do dia dos namorados é foder as pessoas (No mal sentido da palavra) que não possuem namorados.

Deis de quando comecei a namorar, sempre foi a mesma coisa. Ou eu terminava meus longos e construtivos relacionamentos (Irônia on) antes desse lindo dia ou eu começava depois. Então eu sei que o verdadeiro sentido do dia dos namorados é acordar tarde, ir até a locadora na seção romanticazinha e pegar um monte de filmes super deprimentes de namoros felizes. Mesmo se você não veja nem a metade, só pelo prazer de mostrar ao cara depressivo da locadora que você NÃO TEM UMA NAMORADA. Enfim, daí depois de pegar os filmes, você vai pra casa, deita no sofá e hiberna lá, feliz (Mentira). Então fica curtindo toda essa linda melancolia típica de dia dos namorados.

Agora esse ano é diferente!

Ps. Já disse nesse blog que eu sou difícil de me acostumar com novas situações?

Esse ano eu tenho uma namoradinha fodona e não irei até a locadora! (Nem poderia, a locadora que eu ia fechou. Nem sei do carinha depressivo...) Eu irei vê-la! E passar o dia com ela! Isso é, logo esquecerei o verdadeiro sentido do dia dos namorados...

Estou super feliz com essa ideia de passar essa data tão deprimente com alguém, e alguém tãão especial assim.

Outra coisa, também estou muito feliz com essa coisa de blog novo, e novos posts... E novas ideias... E tanta coisa legal.

Ps. O orkut me fez lembrar de algumas coisas que eu quero citar:

*Parabéns, Tia, mesmo eu sabendo que você nunca vai ler isso...

* Parabéns, Marisa, mesmo eu sabendo que você nunca vai ler isso...

E o último, mas não menos importante:

*Amor, você tem muita sorte, sabia? *-*

Atenciosamente.

Carolina Moreira.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Google Maldito

Só quero dizer que o google está de palhaçada comigo.
Puta merda, a única coisa que eu queria era criar um blog pessoal, com um templante simples, todo simples, bem bonitinho, fácil de mexer e todas essas coisas que pessoas que não são tão fáceis de lidar com novas tecnologias gostam.
Agora esse desgraçado resolveu criar um monte de botões novos, cheios de bichice que impediram-me de fazer o que eu queria.

E eu também não achei nenhum pouco construtivo essas novas configurações do orkut. Caralho, não existe mais privacidade no mundo da internet, vai pra merda! Google predador!

Só te uso, quando quero fazer pesquisas, tirando isso eu te desprezo!

Ao menos sou sincera, né?

Atenciosamente.
Carolina Moreira.

Jesus Cristo

Não, eu não acredito.

Eu fui criada no meio de religiosos, não digo daqueles que acordam cedo aos domingos e vão para a igreja, mas sempre ouvi coisas como “Jesus te ama” “Vai com Deus” e outras expressões do mesmo gênero. Minha mãe lê a bíblia antes de dormir, mas pai está sempre cansado demais.
Quando era mais nova, minha mãe resolveu participar de um grupo de orações, eles vinham aqui em casa toda sexta-feira e ficavam rezando, rezando, rezando, ditando o que era certo e errado... Todas essas coisas. Eu participava. Até que um dia eu vi um senhor (Sim, senhor mesmo, deveria ter cerca de uns 70 anos) que sempre participava de nossas reuniões, colocando uma prostituta dentro de seu carro. Eu tinha cerca de 10 anos e já entendia de algumas coisas, uma delas era a “gravidade celestial” disso.
Enfim, não foi por conta do velho falsário que eu desacreditei em Deus. Só que depois de um tempo eu comecei a trabalhar com a lógica e o sentido dela, e o principal: QUESTIONAR.
Uma coisa que eu reparei a pouco tempo atrás (Embora isso tenha acontecido por diversas vezes comigo) é a reação das pessoas, quando em uma conversa sobre religião, eu digo que não acredito em Deus. Elas sentem-se completamente ofendidas, como dizer que não se acredita em Deus é a mesma coisa que dizer que eu gosto de estuprar bebês. Gera raiva, ódio, agonia e todos esses sentimentos que Deus não permite ter.
Fato é, que a maioria dos religiosos adotam suas crenças como uma filosofia de vida. Então, eles vivem em função daquilo, como se Jesus fosse um filho que NECESSITAMOS INTEIRAMENTE proteger. Se um dia, alguém vier na sua casa dizer que seu filho é viado, babaca ou algo assim, você irá ferver e querer voar (Literalmente) na cabeça do boçal que disse isso. Mesmo sendo contra sua bela, religiosa e pura filosofia de vida.

Entende o que quero dizer?

Tudo bem, mas irei continuar mesmo assim.

O que mais me irrita não é o fato das pessoas acreditarem e idolatrarem uma coisa que não existe e que está ali somente para manipula-nos, e sim o fato delas vestirem essa camisa de bondade, Jesus, andarem com uma tatuagem enorme no braço dizendo “Deus é fiel” (Jesus condena tatuagem também, vide bíblia), dizerem para homossexuais que eles iram para o inferno e blábláblá. Daí quando chega em casa, ele passa a mão na filha, depois traí a esposa com um travesti. Mas ele é melhor do que eu, afinal, ele acredita em Deus.
Hoje na escola, uma menina me disse “Ah, você não acredita em Deus porque é sapatão. Todas essas meninas aí que gostam de lamber vaginas (Sim, eu ouvi isso.) desconhecem a palavra de Deus.” Bom, quando ela terminou de falar eu me recordei de um episódio super constrangedor, que aconteceu em meados do ano passado, quando ela veio me perguntar como ela poderia fazer um aborto. Pois havia transado com o primo e não poderia ter o filho.

(Gente, estou aqui contando podres gerais.)

E hoje ela veio me julgar por que eu sou homossexual (Sapatão e viado não é orientação sexual, ok?) e ateísta. Eu mereço.
Enfim, o que vale ressaltar é que eu sou contra fanatismo de qualquer espécie, e também não acho que ninguém tem o direito de machucar as outras pessoas somente por elas pensarem diferente.

Outro dia eu digo sobre minha teoria da caixinha de pensar, mas agora eu estou com preguiça e acho que para abertura de um blog que eu pretendo não divulgar, esse texto está bom.

Atenciosamente.
Carolina Moreira.